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Oxford, derby, loafer: o guia dos sapatos masculinos

Oxford, derby, loafer: o guia dos sapatos masculinos

Você já deve ter ouvido nomes de sapatos sem nunca parar para pensar qual modelo era qual: Oxford, derby, loafer, brogue, mule, slip-on, iate. São tantos que a gente se confunde — e, em algumas lojas, acaba levando gato por lebre. Eu mesmo já vi loja vendendo derby como se fosse Oxford.

Hoje o passeio é pelo mundo dos sapatos, para entender a diferença por trás de cada nome.

Oxford

Surgiu no Reino Unido e se tornou popular entre os alunos da Universidade de Oxford — daí o nome. É muito confundido com o derby, mas tem uma diferença central: o sistema de amarração é o closed lacing, feito diretamente no cabedal, sem abas. É uma única peça de couro com ajuste no peito do pé. Por não ter abertura com abas, não é o mais indicado para quem tem o pé muito largo.

Sapato Oxford masculino

Derby

O 14º Conde de Derby tinha os pés largos e dificuldade com os sapatos da época. Seu sapateiro criou, em 1862, um sistema de amarração com duas abas que se abrem para se adaptar ao pé. Nascia o derby. Esse sistema é o open lacing: as duas abas são costuradas sobre o cabedal.

Sapato derby masculino

Brogue

Ao contrário do que muita gente pensa, brogue não é um modelo de sapato — é um acabamento, feito com perfurações e recortes ao redor do cabedal. Você encontra tanto Oxfords quanto derbys com acabamento brogue.

Detalhe de acabamento brogue

Loafer

Surgiu na Noruega nos anos 1930 e foi levado aos Estados Unidos pela família Spaulding. É frequentemente confundido com o mocassim, mas é mais sóbrio: normalmente em couro, com sola rígida de couro ou borracha e salto baixo. Há três tipos:

  1. Penny loafer — uma faixa de couro no peito do pé (o tal "modelo gravata").
  2. Tassel loafer — franjas na frente, parecidas com as de uma mochila.
  3. Horsebit loafer — peças de metal no peito do pé.

Penny loafer

Tassel loafer

Horsebit loafer

Mule

Inventado na corte de Luís XV e usado pelos nobres franceses para se distinguir da classe trabalhadora — era feito de tecidos caros. O mule tem o calcanhar aberto e a frente totalmente fechada. De frente, parece um sapato comum. É prático: calça-se como um chinelo.

Mule masculino

Slip-on (ou iate)

Criado na Escandinávia e muito usado pelos pescadores da região, em modelos bem diferentes dos atuais. Não tem cadarço, o solado é mais baixo e simples, e a parte de cima tem elásticos para facilitar o calçar.

Sapato slip-on / iate